A 800 metros de profundidade, no fundo de uma velha mina no estado americano do Minnesota, cientistas podem ter visto pela primeira vez matéria negra, a matéria invisível que se pensa compor cerca de um quarto do Universo. A experiência desenvolvida pelos investigadores usou detectores arrefecidos (imagem à direita) para uma temperatura muito próxima do zero absoluto (que é de 273 graus negativos). Uma partícula de matéria negra que embata num destes detectores deixará alguns vestígios, entre os quais um rasto de calor – que foi precisamente o que os cientistas observaram.
Esta semana pode ter sido histórica para a ciência mundial. Isto a confirmar-se que cientistas norte-americanos vislumbraram mesmo pela primeira vez matéria negra, uma matéria invisível que compõe um quarto do Universo.
Segundo os investigadores, foram detectados sinais que podem indicar a presença de matéria negra, apesar de destacarem que não podiam confirmar se foi isso mesmo que observaram.
Os testes, feitos num mina em Minnesota, EUA, estão a ser conduzidos a vários metros de profundidade e espera-se que se possam se era ou não matéria negra.A descoberta seria de enorme importância para a teoria científica.
A matéria comum, gases, planetas, estrelas, galáxias constitui menos de 5% do Universo. Tudo o resto é invisível.
Os astrónomos pensam que 70% é “energia negra”, um fenómeno ainda por provar, mas que seria responsável pela velocidade de expansão do Universo. Os restantes 25% seriam esta matéria negra que, segundo as teorias científicas, é composta por partículas subatómicas chamadas Wimps (Partículas de Grande Massa que Interagem de Fracamente, traduzido da sigla em inglês).
“A matéria negra é o que torna o Universo interessante”, afirmou à BBC Carlos Frenk, cosmólogo da Universidade de Durham. “É responsável pela maioria das forças gravitacionais que dão ao Universo a sua forma.”
Sobre os cientistas terem revelado a descoberta sem terem confirmado tratar-se mesmo de matéria negra, Frenk diz que é um problema inerente à ciência. “Tivemos apenas um pequeno vislumbre, mas é tão tentador que não se consegue ir para a cama sem contar ao mundo inteiro.”
Fonte: Jornal "O Publico"
Data: 20/12/2009
Por: Wilson
Esta semana pode ter sido histórica para a ciência mundial. Isto a confirmar-se que cientistas norte-americanos vislumbraram mesmo pela primeira vez matéria negra, uma matéria invisível que compõe um quarto do Universo.
Segundo os investigadores, foram detectados sinais que podem indicar a presença de matéria negra, apesar de destacarem que não podiam confirmar se foi isso mesmo que observaram.
Os testes, feitos num mina em Minnesota, EUA, estão a ser conduzidos a vários metros de profundidade e espera-se que se possam se era ou não matéria negra.A descoberta seria de enorme importância para a teoria científica.
A matéria comum, gases, planetas, estrelas, galáxias constitui menos de 5% do Universo. Tudo o resto é invisível.
Os astrónomos pensam que 70% é “energia negra”, um fenómeno ainda por provar, mas que seria responsável pela velocidade de expansão do Universo. Os restantes 25% seriam esta matéria negra que, segundo as teorias científicas, é composta por partículas subatómicas chamadas Wimps (Partículas de Grande Massa que Interagem de Fracamente, traduzido da sigla em inglês).
“A matéria negra é o que torna o Universo interessante”, afirmou à BBC Carlos Frenk, cosmólogo da Universidade de Durham. “É responsável pela maioria das forças gravitacionais que dão ao Universo a sua forma.”
Sobre os cientistas terem revelado a descoberta sem terem confirmado tratar-se mesmo de matéria negra, Frenk diz que é um problema inerente à ciência. “Tivemos apenas um pequeno vislumbre, mas é tão tentador que não se consegue ir para a cama sem contar ao mundo inteiro.”
Fonte: Jornal "O Publico"
Data: 20/12/2009
Por: Wilson

Enviar um comentário