E vão dois. A Fox delira de contentamento com as proezas do filme de James Cameron. Por bater fica apenas o recorde de bilheteira na América do Norte.
Dois grandes recordes batidos por "Avatar". Falta apenas um.
Para quem possa estar confuso com tantos anúncios de recordes por parte de "Avatar", aqui fica um breve resumo.
Na passada semana, "Avatar" passou a ser o #1 de sempre a nível de receitas no mercado internacional, ou seja, excluindo os Estados Unidos e o Canadá que, para estes efeitos, são sempre designados como "mercado doméstico". "Avatar" chegou aos 1,29 mil milhões de dólares acima dos 1,24 mil milhões de "Titanic".
Este fim-de-semana, o recorde batido inclui esses números, obtidos internacionalmente, mais o total da América do Norte. O total: 1.858 milhões de dólares para "Avatar" contra 1.843 de "Titanic".
Por bater, fica o recorde doméstico, 600 milhões de dólares, também de "Titanic". Até ontem, "Avatar" estava a 45 milhões. Ou seja, ainda demorará duas ou três semanas a lá chegar.
Disto isto, permitam-me que recorde mais uma vez o significado destes números.
São totais referentes à receita bruta obtida, ou seja, o dinheiro que entrou nas bilheteiras. A este dinheiro é necessário retirar taxas e impostos para obter a receita líquida. É essa receita líquida que é dividida numa primeira fase por exibidores (os donos das salas de cinema) e distribuidores (os que detêm os direitos de distribuíção). Grosso modo, a receita líquida é distribuída 50-50 por ambas as partes. A parte do distribuídor será, por sua vez, repartida pelas inúmeras partes envolvidas: estúdio, produtores, actores, realizador, etc.
Ainda mais um factor: o marketing em redor dos filmes? Não é gratuito. Por isso, é necessário abater mais esse valor às receitas obtidas e embora a disciplina orçamental hoje em dia seja muito maior do que há 10 ou 15 anos, a soma gasta para promover um filme ainda corresponde a uma percentagem significativa do bolo total de despesas.
Na passada semana, "Avatar" passou a ser o #1 de sempre a nível de receitas no mercado internacional, ou seja, excluindo os Estados Unidos e o Canadá que, para estes efeitos, são sempre designados como "mercado doméstico". "Avatar" chegou aos 1,29 mil milhões de dólares acima dos 1,24 mil milhões de "Titanic".
Este fim-de-semana, o recorde batido inclui esses números, obtidos internacionalmente, mais o total da América do Norte. O total: 1.858 milhões de dólares para "Avatar" contra 1.843 de "Titanic".
Por bater, fica o recorde doméstico, 600 milhões de dólares, também de "Titanic". Até ontem, "Avatar" estava a 45 milhões. Ou seja, ainda demorará duas ou três semanas a lá chegar.
Disto isto, permitam-me que recorde mais uma vez o significado destes números.
São totais referentes à receita bruta obtida, ou seja, o dinheiro que entrou nas bilheteiras. A este dinheiro é necessário retirar taxas e impostos para obter a receita líquida. É essa receita líquida que é dividida numa primeira fase por exibidores (os donos das salas de cinema) e distribuidores (os que detêm os direitos de distribuíção). Grosso modo, a receita líquida é distribuída 50-50 por ambas as partes. A parte do distribuídor será, por sua vez, repartida pelas inúmeras partes envolvidas: estúdio, produtores, actores, realizador, etc.
Ainda mais um factor: o marketing em redor dos filmes? Não é gratuito. Por isso, é necessário abater mais esse valor às receitas obtidas e embora a disciplina orçamental hoje em dia seja muito maior do que há 10 ou 15 anos, a soma gasta para promover um filme ainda corresponde a uma percentagem significativa do bolo total de despesas.
A esta altura poderão pensar que afinal este negócio do cinema não é assim tão rentável como dizem. É aí que entra em campo uma característica do cinema enquanto produto: a possibilidade de o vender diversas vezes, ou seja, de obter receitas por outras vias - também chamadas "anciliárias". Falamos de áreas como o home entertainment (DVD, Blue Ray e quejandos), a televisão e o licenciamento que, regularmente, contribuem com uma maior fatia das receitas finais do que o lançamento em cinema.
Daí a grande dor de cabeça das majors derivada da diminuição nas receitas com a venda de DVDs.
A inflação, o 3D e o número de espectadores
Por fim, neste pequeno livro de instruções sobre "como ler notícas de box office", introduzimos três factores fundamentais:
Os preços tendem a subir. Essa subida é medida todos os anos e tem um nome: inflação.
Isso significa que 100 milhões de dólares hoje, não valem o mesmo que 100 milhões, digamos, em 1974, mas sabendo as taxas anuais de inflação podemos comparar ambos os valores.
Isso é feito em relação aos filmes no mercado norte-americano e aplicando este princípio temos uma lista surpreendente.
| Pos | Título | Estudio | Valor Ajustado à Inflação | Valor à Época | Ano de Estreia |
|---|---|---|---|---|---|
| 1 | E Tudo O Vento Levou | MGM | $1,485,028,000 | $198,676,459 | 1939 |
| 2 | Guerra das Estrelas | Fox | $1,309,179,000 | $460,998,007 | 1977 |
| 3 | Música no Coração | Fox | $1,046,753,000 | $158,671,368 | 1965 |
| 4 | ET - O Extraterrestre | Universal | $1,042,629,400 | $435,110,554 | 1982 |
| 5 | Os Dez Mandamentos | Paramount | $962,850,000 | $65,500,000 | 1956 |
Como podem ver, desapareceu "Titanic" (é apenas 6º) e "Avatar" está bem lá para baixo (é 26º, prestes a ultrapassar "Grease" e "O Rei Leão").
O segundo factor que distorce os números da receita bruta é o preço premium das sessões em 3D.
Por fim, o tempo e a evolução do próprio cinema tornam a comparação mais difícil. Quando "E Tudo o Vento Levou" foi lançado não havia televisão, nem DVD, nem Internet. Ou seja, o escuro da sala de cinema era a única forma de aceder ao filme. Hoje, as coisas são bastante diferentes.
De qualquer forma, em janelas de tempo reduzidas (3 a 5 anos, no máximo), a receita bruta pura e simples ainda serve para comparar resultados. Noutros casos, o recurso ao número de espectadores é recomendável.
E chegámos à pergunta fundamental: então porque é que as majors não divulgam o número de espectadores?
A resposta é simples: porque não lhes convém.
Vamos ficar à espera de mais novidades deste íncrivel filme!
Fonte: Sapo Cinema
Data: 29/01/2010
Por: Wilson

30 de janeiro de 2010 às 23:06
Já fui ver! Está aprovadíssimo! =)