Já ouviu falar em epidemias?! Claro que sim... Recentemente até apareceu a GRIPE A (H1N1), mas será que essa é uma epidemia de proporções epícas ou bíblicas?! Conheça então:
As dez piores epidemias, ou pandemias, da História da Humanidade!
Poucas palavras sintetizam tanto o horror, a miséria e a maldição quanto a palavra “peste”. Afinal de contas, as doenças infecciosas causaram muitos danos durante séculos. Elas dizimaram populações inteiras, exterminaram raças, causaram mais mortes que as guerras e desempenharam um papel importante no decorrer da história.
Os homens primitivos encontravam os micróbios que causavam as doenças no ambiente em que viviam, na água que bebiam, no alimento que consumiam. Eventualmente, um surto podia dizimar um pequeno grupo, mas eles nunca se depararam com nada semelhante às doenças dos períodos históricos seguintes. Só depois que o homem começou a formar grupos populacionais maiores é que as doenças contagiosas começaram a se disseminar em proporções epidêmicas.
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Um actor finge ser o Anjo da Morte para uma pequena multidão. Ironicamente, o surgimento das doenças epidêmicas acompanha de perto o aumento das cidades populosas.
Uma epidemia ocorre quando uma doença afecta, de forma desproporcional, uma grande quantidade de pessoas dentro de uma determinada população, como uma cidade ou uma região geográfica. Se ela atinge números ainda maiores e uma área mais ampla, esses surtos se transformam em pandemias.
Os seres humanos também ficaram mais expostos a novas doenças fatais domesticando animais, que já possuem seus próprios micróbios. Ficando em contacto directo com animais antigamente selvagens, os primeiros criadores deram a esses micróbios uma oportunidade de se adaptarem a hospedeiros humanos.
Conforme o homem foi ampliando seu território, ficou mais em contato com os micróbios que, de outra forma, poderia nunca ter encontrado. Com o armazenamento de comida, o homem atraiu criaturas que se alimentam de lixo, como ratos e ratazanas, que carregavam mais micróbios. A expansão humana também resultou na construção de mais poços e canais que, com suas águas paradas, eram lugares ideais para os mosquitos portadores de doenças. Como a tecnologia permitiu viagens e comércios mais distantes, novos microorganismos conseguiram se espalhar com mais facilidade de uma região altamente populosa para outra.
Ironicamente, muitos dos pilares da sociedade humana moderna abriram caminho para uma de suas maiores ameaças. E com o nosso desenvolvimento, os micróbios também evoluem.
Neste artigo, veremos 10 das piores epidemias que assolaram a humanidade e saberemos como funciona cada doença.
Varíola
Antes que os exploradores, conquistadores e colonizadores europeus começassem a encher o Novo Mundo no início de 1500, as Américas eram a casa de aproximadamente 100 milhões de nativos. Durante os séculos que se seguiram, as doenças epidêmicas reduziram esse número para algo entre 5 e 10 milhões. Embora esses povos, como os incas e os aztecas, tenham construído cidades, elas não moravam nelas tempo suficiente para propagarem o tipo de doenças que os europeus possuíam, nem tinham domesticado tantos animais. Quando os europeus chegaram às Américas, levaram consigo uma grande quantidade de doenças, para as quais os nativos não tinham defesa nem imunidade.
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Esta pintura representa a conquista da capital azteca Tenochtitlán pelo explorador espanhol Hernando Cortez, a 13 de agosto de 1521. O que garantiu sua vitória não foi nenhuma arma de fogo moderna, mas a varíola que os conquistadores levaram acidentalmente para o continente.
A principal dessas doenças foi a varíola, causada pelo vírus da varíola. Esse vírus começou a afetar os humanos há milhares de anos, sendo que a forma mais comum da doença foi responsável por uma taxa de mortalidade de 30%. A varíola provoca febre alta, dores no corpo e erupções que logo passam de protuberâncias e crostas cheias de líquido para cicatrizes permanentes. A doença é transmitida principalmente pelo contacto directo com a pele ou com os líquidos do corpo de uma pessoa infectada, mas também pode se espalhar pelo ar em ambientes fechados.
Apesar da criação de uma vacina, em 1796, a epidemia da varíola continuou se espalhando. Em 1967, o vírus matou dois milhões de pessoas e assustou outras milhares em todo o mundo. Nesse mesmo ano, a Organização Mundial da Saúde liderou uma campanha para erradicar o vírus por meio de vacinações em massa. Como resultado, 1977 marcou o último caso de varíola que ocorreu naturalmente. Permanentemente eliminada do mundo natural, a doença existe apenas em laboratório
Gripe de 1918
Em 1918, o mundo assistia ao fim da Primeira Guerra Mundial. No fim daquele ano, o número estimado de mortos chegaria a 37 milhões no mundo inteiro e milhões de soldados tentavam voltar para casa. Então, surgiu uma nova doença. Alguns a chamaram de gripe espanhola, outros de a grande gripe ou ainda de gripe de 1918. Independemente disso, a doença matou aproximadamente 20 milhões de pessoas em questão de meses. Em apenas um ano, a gripe desapareceria, mas apenas depois de causar um número espantoso de mortes. As estimativas globais variam entre 50 e 100 milhões de fatalidades naquele ano. Muitos a consideram a pior epidemia (depois pandemia) registrada na história da humanidade.
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Enfermeiras cuidam de vítimas da epidemia de gripe espanhola de 1918 dentro de barracas de lona, em Massachusetts
A gripe de 1918 não foi causada pelo vírus típico da gripe que vemos anualmente. Era uma nova estripe do micróbio da gripe, o vírus A da gripe aviária H1N1. Os cientistas suspeitam que a doença tenha sido transmitida dos pássaros para os humanos no meio-oeste americano pouco antes do surto. Foi batizada, posteriormente, de gripe espanhola depois que uma epidemia na Espanha matou 8 milhões de pessoas.
No mundo inteiro, o sistema imunológico das pessoas estava totalmente despreparado para o novo vírus – assim como os aztecas não esperavam a chegada da varíola, por volta de 1500. O transporte de tropas e as linhas de abastecimento no fim da Primeira Guerra Mundial permitiram que o vírus chegasse rapidamente a proporções pandêmicas, espalhando-se para outros continentes e países.
A gripe de 1918 apresentava os sintomas típicos de uma gripe normal, como febre, náusea, dores e diarréia. Além disso, os pacientes frequentemente desenvolviam manchas escuras nas bochechas. Quando os seus pulmões se enchiam de líquido, eles corriam o risco de morte por falta de oxigênio. Muitos morreram porque se afogaram com a própria secreção.
A epidemia desapareceu em apenas um ano, quando o vírus mudou para outras formas menos fatais. A maioria das pessoas, hoje, apresenta algum grau de imunidade a essa família de vírus H1N1, herdada daqueles que sobreviveram à pandemia.
A Peste Negra
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"Esta pintura de 1656 representa um médico usando roupa e máscara de proteção."
Carroças cheias de cadáveres, famílias agonizantes isoladas, reis e camponeses implorando libertação – quando se trata de doenças epidêmicas, poucas têm imagens tão terríveis como a peste negra.
Considerada a primeira doença verdadeiramente pandêmica, a peste negra matou metade da população da Europa, em 1348, e dizimou partes da China e da Índia. Essa “grande agonia” seguiu os caminhos do tráfico e da guerra, exterminando cidades e mudando para sempre a estrutura das classes, as políticas globais, o comércio e a sociedade. A peste é uma doença infecciosa causada por uma bactéria chamada Yersinia pestis. Ela espalha-se pelas populações animais, inclusive humanas, por meio de picadas de pulgas infectadas. Essas pulgas geralmente alimentam-se de ratos, e é por isso que um grande número de ratos mortos é sinal de uma epidemia iminente. A forma mais conhecida de peste, a peste bubônica, recebe esse nome por causa dos nódulos linfáticos inchados e doloridos, ou bubões, que a doença causa.
Por muito tempo, a peste negra foi considerada uma epidemia de peste, viajando com sua forma bubônica nas pulgas de rato, e pelo ar, na forma pneumônica. Estudos recentes colocaram isso em dúvida. Alguns cientistas afirmam que a peste negra pode ter sido um vírus hemorrágico semelhante ao ebola. Essa forma de doença resulta em fortes hemorragias. Os cientistas continuam estudando material genético de supostas vítimas da peste na esperança de descobrir provas genéticas que confirmem suas teorias.
Causada pela bactéria Yersinia pestis, a doença ainda pode representar um problema em áreas pobres e infestadas por ratos. A medicina moderna permite o tratamento fácil da doença em seus estágios iniciais, tornando-a uma ameaça bem menos fatal. Os sintomas são glândulas linfáticas inchadas, febre, tosse, muco com sangue e dificuldade para respirar.
Malária
A malária não é novidade para o mundo das doenças epidêmicas. Há registros do seu impacto nas populações humanas há mais de 4 mil anos atrás, quando os escritores gregos observaram os seus efeitos destruidores. A descrição da doença transmitida por mosquito surgiu nos textos médicos antigos da Índia e da China. Até então, os cientistas associavam a doença às águas paradas onde os mosquitos proliferavam.
A malária é causada por protozoários do gênero Plasmodium comuns a duas espécies: mosquitos e seres humanos. Quando os mosquitos infectados se alimentam do sangue humano, eles transmitem esses protozoários. Uma vez no sangue, eles crescem dentro dos glóbulos vermelhos, destruindo-os. Os sintomas variam de moderados a fatais, mas, normalmente, incluem febre, calafrios, sudorese, cefaléia e dores musculares.
Organizadores preparam o maior mosquiteiro do mundo para o African Summit on Roll Back Malaria (Conferência Africana para a Redução da Malária), em 2000. A doença continua matando, anualmente, mais de um milhão de pessoas na África subsaariana.
Há uma grande dificuldade de se obter números específicos relacionados às antigas epidemias de malária. É possível ver melhor os efeitos anteriores da doença se analisarmos os grandes empreendimentos nas regiões infestadas pela malária. Em 1906, os Estados Unidos empregaram mais de 26 mil trabalhadores para a construção do Canal do Panamá. Os organizadores hospitalizaram mais de 21 mil deles por conta da doença.
Apenas na Guerra Civil Americana, 1.316.000 homens supostamente tiveram a doença e 10 mil morreram. Durante a Primeira Guerra Mundial, a malária imobilizou as forças britânicas, francesas e alemãs durante três anos. Aproximadamente, 60 mil soldados norte-americanos morreram da doença na África e no Pacífico Sul durante a Segunda Guerra Mundial.
No fim da Segunda Guerra Mundial, os Estados Unidos tentaram impedir a epidemia da malária. No início, o país progrediu bastante usando o inseticida DDT (Dicloro-difenil-tricloroetano), hoje proibido, e depois, tomou medidas preventivas para manter baixas as populações do mosquito. Depois que o CDC (Centro de Controle de Doenças) declararou que a malária tinha sido erradicada nos Estados Unidos, a Organização Mundial da Saúde começou a erradicá-la no mundo inteiro. Entretanto, os resultados foram heterogêneos e os custos, a guerra, a política, assim como o surgimento de mosquitos resistentes a inseticidas e de estripes de malária resistentes aos medicamentos, finalmente, levaram ao abandono do projeto.
Atualmente, a malária continua representando um problema em boa parte do mundo, especialmente na África subsaariana, área que foi excluída da campanha de erradicação da OMS. Anualmente, entre 350 e 500 milhões de casos de malária ocorrem na região. Desses casos, mais de 1 milhão resultam em morte. Mesmo nos Estados Unidos, ocorrem mais de mil casos e várias mortes por ano, apesar das declarações anteriores de erradicação.
Tuberculose
A tuberculose causou grande impacto na humanidade e destruiu muitas populações. Os textos antigos detalham a maneira como as vítimas da doença eram afetadas. Houve, inclusive, evidências de DNA (ADN em portugês) da doença descobertas em múmias egípcias.
Provocada pela bactéria Mycobacterium tuberculosis, a tuberculose é transmitida de pessoa para pessoa através do ar. A bactéria geralmente chega aos pulmões, causando dores no peito, fraqueza, perda de peso, febre, sudorese noturnos e crises de tosse com sangue. Em alguns casos, a bactéria também afeta o cérebro, os rins ou a coluna vertebral.
Mãe e filho esperam atendimento num hospital público na periferia de Kolkata, Índia, onde a tuberculose é um grande problema de saúde pública
No início do século 17, a epidemia de tuberculose na Europa, conhecida como a grande peste branca, matou aproximadamente uma em cada sete pessoas infectadas. A tuberculose era um problema comum na América colonial. Mesmo no fim do século 19, 10% de todas as mortes nos Estados Unidos eram atribuídas à tuberculose.
Em 1944, os médicos desenvolveram o antibiótico estreptomicina, usado no combate à doença. Foram feitos mais avanços nos anos seguintes e, depois de 5 mil anos de sofrimento, a humanidade finalmente tinha uma cura para o que os gregos antigos chamavam de tísica, “a doença devastadora”.
Apesar das curas e dos tratamentos modernos, a tuberculose continua infectando cerca de 8 milhões de pessoas anualmente, matando, consequentemente, cerca de 2 milhões. A doença reapareceu com força na década de 90 devido à falta de programas de prevenção e tratamento, à pobreza mundial e ao surgimento de novas estripes resistentes a antibióticos. Além disso, pacientes com HIV/AIDS (SIDA em Português) ficam com o sistema imunológico comprometido, tornando-se mais susceptíveis à doença. Assim como o vírus da SIDA se propagou em todo o mundo, a tuberculose também reapareceu.
Cólera
As pessoas da Índia sempre conviveram com os perigos da cólera, mas somente após o século 19 o resto do mundo conheceu essa doença. Durante esse período, os navios mercantes exportavam acidentalmente a bactéria mortal para cidades da China, do Japão, da África do Norte, do Oriente Médio e da Europa. Seguiram-se seis pandemias de cólera que mataram milhões de pessoas.
Vibrio cholerae: A bactéria que causa cólera (ao microscópio eletrônico)
A cólera é causada por uma bactéria intestinal chamada Vibrio cholerae. As infecções geralmente são moderadas. Cerca de 5% das pessoas que contraem a doença apresentam vômito, diarréia e cãibras fortes nas pernas - sintomas que levam rapidamente à desidratação grave e à queda acentuada da pressão arterial. Pode-se contrair a bactéria através de contacto físico direto com pessoa contaminada, mas a cólera propaga-se principalmente pela água e pelos alimentos contaminados.
Devido às condições duras e miseráveis das principais cidades da Europa durante a revolução industrial no início do século 19, a cólera propagou-se novamente. Os médicos exigiam condições de vida melhores e mais sistemas de esgoto sanitário, achando que o "ar poluído" era o responsável pela epidemia. Essa medida ajudou bastante, mas foi somente depois que a doença foi associada à água contaminada que a quantidade de casos diminuiu consideravelmente.
Durante décadas, a cólera foi esquecida - parecia ser apenas uma doença do século 17, derrotada pelas melhorias no saneamento e na medicina. No entanto, uma nova estripe de cólera surgiu em 1961, na Indonésia, tendo se espalhado para uma grande parte do mundo. A pandemia resultante continua até hoje. Em 1991, a cólera debilitou cerca de 300 mil pessoas e matou outras 4 mil pessoas.
Como a SIDA, é notícia com frequência, esta terrivél doença acabou por inspirar muitos filmes, peças, programas de TV e livros premiados.
Devido às condições duras e miseráveis das principais cidades da Europa durante a revolução industrial no início do século 19, a cólera propagou-se novamente. Os médicos exigiam condições de vida melhores e mais sistemas de esgoto sanitário, achando que o "ar poluído" era o responsável pela epidemia. Essa medida ajudou bastante, mas foi somente depois que a doença foi associada à água contaminada que a quantidade de casos diminuiu consideravelmente.
Durante décadas, a cólera foi esquecida - parecia ser apenas uma doença do século 17, derrotada pelas melhorias no saneamento e na medicina. No entanto, uma nova estripe de cólera surgiu em 1961, na Indonésia, tendo se espalhado para uma grande parte do mundo. A pandemia resultante continua até hoje. Em 1991, a cólera debilitou cerca de 300 mil pessoas e matou outras 4 mil pessoas.
Como a SIDA, é notícia com frequência, esta terrivél doença acabou por inspirar muitos filmes, peças, programas de TV e livros premiados.
AIDS / SIDA
O surgimento da SIDA, nos anos 80, levou a uma pandemia mundial, matando cerca de 25 milhões de pessoas desde 1981. De acordo com estatísticas recentes, 33,2 milhões de pessoas são HIV-positivas e 2,1 milhões de pessoas morreram de SIDA apenas em 2007.
Uma publicidade contra a SIDA na cidade de Gaborone, na Botsuana, em outubro de 1999. Na época, mais de um em cada quatro adultos, em Botsuana, estavam infectados com o vírus HIV/SIDA.
A AIDS ou SIDA (síndrome da imunodeficiência adquirida em português) é causada pelo HIV (vírus da imunodeficiência humana). O vírus é transmitido pelo contato com sangue, sêmen e outros líquidos do corpo, e afecta o sistema imunológico humano. Com o sistema imunológico enfraquecido, abrem-se caminhos para infecções, chamadas de infecções oportunistas, que, de outra forma, não representariam um problema. A infecção pelo vírus HIV transforma-se em SIDA quando o sistema imunológico é gravemente afetado.
Os cientistas acreditam que o HIV foi transmitido aos humanos através de certas espécies de macacos e símios em meados do século 20, outros acreditam que o vírus do HIV foi enviado por Deus como uma das pragas descritas no Apocalipse da Bíblia, mas o certo é que ninguém sabe ao certo de onde é que esta doenta extremamente mutável apareceu ou de onde vêm. Durante a década de 70, a população da África cresceu e a guerra, a pobreza e o desemprego assolaram as áreas urbanas. A prostituição e o abuso de drogas injetáveis chegaram ao caos, e o HIV passou a ser transmitido através de relações sexuais sem preservativo e da reutilização de seringas e agulhas contaminadas. Mesmo nos hospitais, o reaproveitamento de seringas e agulhas, e as transfusões de sangue contribuíram para a epidemia.
Ainda não há cura para a SIDA, embora certos medicamentos possam impedir que o HIV se transforme na doença. Outros medicamentos podem ajudar a combater as infecções oportunistas. Várias organizações promoveram campanhas de tratamento, conhecimento e prevenção da SIDA. Como já foi dito, o HIV geralmente é transmitido através da relação sexual e do uso de agulhas compartilhadas. Os médicos continuam recomendando o uso de preservativos e agulhas descartáveis. Por curiosidade, recentemente descubriu-se que o vírus do HIV não é um vírus comúm mas um Retro-Vírus.
Febre amarela
Quando os europeus começaram a importar escravos africanos para as Américas, eles também levaram uma série de novas doenças, como a febre amarela. Essa doença arrasou as colônias, dizimando fazendas e até grandes cidades.
Joedson/AFP/Getty Images
Uma moradora de Águas Lindas, em Goiás, é vacinada contra a febre amarela durante uma epidemia em 2008
Quando o imperador da França, Napoleão Bonaparte, enviou um exército com 33 mil homens às terras francesas na América do Norte, a febre amarela matou 29 mil deles. Napoleão ficou tão chocado com a quantidade de mortos que decidiu que o território não valia o risco de mais perdas. A França vendeu essas terras aos Estados Unidos em 1803 – um acontecimento conhecido na história como a Compra da Louisiana.
A febre amarela, assim como a malária, é transmitida de uma pessoa a outra através da picada de mosquitos. Os sintomas são febre, calafrios, fortes dores de cabeça, dor muscular, dor nas costas e vômito. A gravidade dos sintomas varia de moderada a fatal e as infecções graves podem levar a sangramento, choque e insuficiência renal e hepática. A insuficiência hepática provoca icterícia, ou seja, a coloração amarelada da pele, que dá à doença seu nome.
Apesar da vacinação, dos procedimentos de tratamento aprimorados e do controle do mosquito, as epidemias da doença persistem até hoje na América do Sul e na África.
Tifo epidêmico
Aglomere uma certa quantidade de pessoas em péssimas condições de higiene e você provavelmente terá uma infestação de piolhos. As cidades miseráveis e as tropas acampadas, por toda a história, tiveram que suportar as ameaças dos parasitas e das bactérias devastadoras. O minúsculo micróbio Rickettsia prowazekii causa uma das doenças infecciosas mais arrasadoras que o mundo já viu: o tifo epidêmico.
Esta foto de 1945, mostra um soldado britânico pulverizando uma prisioneira recém-libertada das condições imundas no campo de concentração de Bergen-Belsen – medida necessária para combater o tifo epidêmico.
Essa doença assolou a humanidade durante séculos, causando milhares de mortes. Dada sua frequência entre as tropas acampadas, geralmente era chamada de “febre do campo” ou “febre da guerra”. Durante a Guerra dos Trinta Anos (1618-1648), na Europa, o tifo, a peste e a fome atingiram cerca de 10 milhões de pessoas. Algumas vezes, os surtos de tifo determinaram o resultado de guerras inteiras.
Quando as forças espanholas ficaram cercadas na fortaleza moura de Granada, em 1489, um surto de tifo fez com que passassem de 25 mil para 8 mil soldados em apenas num único mês. Devido à destruição causada pela doença, passou-se mais um século sem que os espanhóis conseguissem expulsar os mouros da Espanha. Tão recente quanto a Primeira Guerra Mundial, a doença provocou milhões de mortes na Rússia, na Polônia e na Romênia.
Os sintomas do tifo epidêmico normalmente são dores de cabeça, falta de apetite, mal-estar e um rápido aumento da temperatura, que logo se transforma em febre, acompanhada de calafrios e náuseas. Se não for tratada, a doença afeta a circulação sanguínea, resultando em pontos de gangrena, em pneumonia e em insuficiência renal. A febre muito alta pode evoluir para um quadro de delírio, coma e insuficiência cardíaca.
Melhores métodos de tratamento e condições sanitárias diminuíram bastante o impacto do tifo epidêmico nos tempos modernos. O surgimento de uma vacina contra o tifo durante a Segunda Guerra Mundial e o uso difundido de DDT em populações com piolhos ajudaram a eliminar permanentemente a doença no mundo desenvolvido. Os surtos ainda ocorrem em partes da América do Sul, da África e da Ásia.
Poliomielite
Os investigadores suspeitam que a poliomielite foi uma epidemia que atingiu os humanos durante milênios, paralisando e matando milhares de crianças. Por volta de 1952, estima-se que houve 58 mil casos da doença apenas dos Estados Unidos – 1/3 dos pacientes estava paralisado. Desses, mais de 3 mil morreram.
Um operário, em 1956, no Glaxo Laboratories, mistura três estripes distintas de poliovírus mortos para preparar a vacina final
A causa da poliomielite é o poliovírus, que atinge o sistema nervoso do homem. Dissemina-se por material fecal, normalmente sendo transmitido através de água e alimentos contaminados. Os sintomas iniciais são febre, fadiga, dores de cabeça, vômito, rigidez e dor nos membros. Com isso, aproximadamente 1 em 200 casos evolui com paralisia. Embora normalmente afete as pernas, a doença às vezes atinge os músculos respiratórios geralmente com resultados fatais.
A poliomielite ocorre com mais frequência em crianças, mas também pode atingir adultos. Tudo depende de quando a pessoa encontra o vírus pela primeira vez e desenvolve sua primeira infecção. O sistema imunológico está mais bem preparado para combater a doença em crianças, por isso, quanto mais idade a pessoa tiver na primeira infecção, maior será o risco de paralisia e de morte.
A poliomielite é uma enfermidade antiga para o homem e circula pelo mundo há séculos. Com a elevada exposição ao vírus, a imunidade ficou mais alta, especialmente em crianças. No século 18, os métodos de saneamento melhoraram em muitos países. Isso limitou a disseminação da doença, diminuiu a imunidade natural e as chances de exposição ainda na infância. Consequentemente, uma quantidade cada vez maior de pessoas mais velhas contraiu o vírus e o número de casos de paralisia nas nações desenvolvidas disparou.
Não existe uma cura efectiva para a poliomielite, mas os médicos aperfeiçoaram a vacina contra a doença no início da década de 50. Desde então, os casos nos Estados Unidos e em outros países desenvolvidos caíram drasticamente, e apenas algumas nações em desenvolvimento ainda apresentam a doença em níveis epidêmicos. Como os seres humanos são os únicos portadores conhecidos do vírus, a vacinação em massa praticamente garante a extinção da poliomielite. Em 1988, a Organização Mundial da Saúde organizou a Iniciativa de Erradicação Global da Poliomielite para alcançar esse objetivo.
Actualmente, durante o Século XXI, já surgiram pandemias potencialmente mais letais e perigosas, mas, não causaram, por enquanto, tantas mortes como as 10 pandemias acima descritas...
2003 - Vírus SARS
Em 2003, havia preocupações que a SARS, uma forma nova e altamente contagiosa de pneumonia atípica causada por um coronavírus SARS-CoV, poderia se tornar pandemia. A acção rápida por autoridades nacionais e internacionais de saúde como a Organização Mundial de Saúde ajudaram a deixar transmissão lenta, terminando as epidemias localizadas antes que eles pudessem se tornar uma pandemia. A doença não foi erradicada, porém, poderá re-emergir inesperadamente se não for devidamente monotorizada...
2004 - Gripe Aviária, ou, a Gripe das Aves
Em fevereiro de 2004, o vírus da gripe aviária foi descoberto em pássaros no Vietname. Teme-se que, se o vírus da gripe aviaria combinar com um vírus de gripe humano (num pássaro ou num humano), o subtipo novo criado poderia ser altamente contagioso e altamente letal em humanos. Tal subtipo poderia causar uma pandemia de gripe global, semelhante à gripe espanhola...
2009 - Gripe Suína (Gripe A)
Gripe suína é o nome dado a uma doença causada pelo vírus H1N1, uma combinação das estripes os vírus aviário e humano (o que se temia que acontecesse em 2004!). A contaminação dá-se com um humano contaminado directamente outro humano, ou contaminando objectos ou sítios. Não há riscos no contacto entre porcos e humanos, nem no consumo da carne de porco. Em 2009, o governo mexicano anunciou 150 mortes até ao dia 29/04/09 causadas pelo H1N1 o que levou a Organização Mundial da Saúde a declarar que a doença tem grandes chances de se tornar uma pandemia... No dia 30 de Abril de 2009 a OMS aumentou o nível pandêmico da gripe AH1N1 para fase 5.
O nome Gripe Suína foi alterado pela OMS para Gripe A, pois o nome poderia afetar o comércio suíno. No dia 11 de junho de 2009 a OMS aumentou o nível para 6, caracterizando uma pandemia. No momento do decreto eram registrados 27.737 casos de gripe A no mundo e 141 mortes...
Nota: As epedemias não estão propriamente por ordem...
Fontes: HowStuffWorks, Wikipédia, entre outros...
Data: 26/02/2010
Por: Wilson
26 de fevereiro de 2010 às 13:59
Olá.
Post muito informativo. Very nice!
(^_^)
22 de setembro de 2010 às 00:56
mt boas as informações,ajudaram mt. Obrigada